Igreja de Nossa Senhora do Carmo

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo foi construída no antigo Morro de Santa Quitéria, próximo à atual Praça Tiradentes, onde a Ordem Terceira do Carmo utilizava uma capela dedicada à santa.

O projeto foi elaborado em 1756 por Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho. As obras avançaram a partir de 1766, e a nave foi concluída por volta de 1779. Alterações posteriores deram ao edifício características do rococó mineiro.

Arquitetura externa. A fachada apresenta uma leve curvatura, duas torres sineiras e uma portada, estrutura ornamental que emoldura a entrada, esculpida em pedra-sabão. Sobre a porta está o brasão da Ordem do Carmo, acompanhado por querubins. Esse conjunto é tradicionalmente atribuído a Aleijadinho, embora possa ter contado com a participação de outros artífices.

Interior da igreja. O templo possui nave única, capela-mor e sacristia. A decoração reúne obras produzidas entre o final do século XVIII e o início do século XX. Entre os principais elementos, destacam-se:

Museu do Oratório. Inaugurado em 1998, funciona na antiga Casa do Noviciado do Carmo, situada no adro, espaço aberto ao lado da igreja. Entre os principais elementos do acervo, destacam-se:

Tombada pelo Iphan em 1938, a igreja integra o Centro Histórico de Ouro Preto, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial em 1980.

Conheça outras informações no portal de turismo da Prefeitura de Ouro Preto e no site oficial do Museu do Oratório.

Endereço: Rua Brigadeiro Musqueira, s/nº, Centro, Ouro Preto, MG.

Igreja Nossa Senhora do Carmo, Ouro Preto (MG)

Fachada e Descrição

Fachada com possível influência de Aleijadinho, com frontispício em pedra-sabão e elementos de transição entre o barroco e o rococó mineiro.

Imagem Igreja Nossa Senhora Carmo Teto Interior 6

Altares e Interior

Interior com altares ricamente entalhados, azulejos portugueses únicos em Minas Gerais e o altar-mor com desenho de Mestre Ataíde.

Imagem Igreja Nossa Senhora Carmo Sacristia 1

Sacristia da Igreja

Sacristia conserva elementos originais do século XVIII, como o lavabo em pedra-sabão, refletindo o apuro artístico e litúrgico do período colonial.