Conhecendo Congonhas: retratos de uma cidade
Congonhas começou a ser povoada nas últimas décadas do século XVII, durante o período colonial, quando bandeirantes e faisqueiros — mineradores que procuravam ouro nos leitos dos rios — chegaram à região.
O nome da cidade está associado à congonha, planta nativa encontrada nos campos da região e tradicionalmente utilizada para fins medicinais.
Conhecida mundialmente como a “Cidade dos Profetas”, Congonhas abriga o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1985. O conjunto reúne os doze profetas de pedra-sabão e as esculturas da Paixão de Cristo, criadas por Aleijadinho e seus auxiliares.
O Museu de Congonhas ajuda a compreender a história e os símbolos do Santuário. A Romaria, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário ampliam o patrimônio cultural da cidade. Em setembro, o Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos reúne milhares de peregrinos e preserva uma devoção iniciada no período colonial.
Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos
Santuário barroco famoso pelas esculturas dos Profetas esculpidas por Aleijadinho.
Igreja do Rosário
Construída no século XVII por escravizados, simboliza história e resistência em Congonhas.
Centro Cultural da Romaria
Edifício do século XVIII que preserva a memória das romarias e da tradição religiosa.
Museu de Congonhas
Museu que apresenta a história, arte e fé do Santuário do Bom Jesus do Matosinho.
Igreja São José Operário
Localizada na Ladeira Bom Jesus, a Igreja foi construída no século XIX, após o declínio do ciclo do ouro.
Igreja Nossa Senhora da Conceição
Igreja barroca com portada atribuída a Aleijadinho e rica decoração interna histórica.
Casa de José Arigó
Casa que preserva a história e as lembranças do médium que se destacou na história de Congonhas.
Túmulo de José Arigó
Símbolo de memória, respeito e homenagem a José Arigó.